Manifestações Culturais

Rabeia, o Mastro do Divino

Acontece um mês antes da Festa do Divino. Uma grande árvore é cortada e levada até a rua do Lajedo. Ali é tarefa das mulheres enfeitá-la com fitas e flores. O Mastro tem como finalidade hastear a bandeira do Divino em frente à Igreja Matriz, avisando que o imperador está para chegar. Uma verdadeira multidão, eufórica, o carrega pelas ruas da cidade, numa corrida alucinante como fugindo de touros nas festas de Pamplona na Espanha. Quando finalmente é fincado frente à igreja os fies do divino jogam papeizinhos com pedidos ao pé do mastro enquanto a terra e as pedras são socadas para segura-lo. Muitas velas se acendem em torno e a fé do povo se manifesta em luz e orações.

 

Festa do Divino

Os colonos açorianos trouxeram a tradição da festa de veneração ao Espírito Santo.
A Celebração religiosa é realizada pelas crianças que desfilam vestidas a moda imperial pelas ruas da cidade. A iniciativa coube as mulheres pertencentes à Irmandade Local de Nossa Senhora da Glória. A principio, contava somente de missas, novenas e alguns festejos públicos, hoje uma grande festa, em praça publica, é parte integrante do evento.
A Festa do Divino é uma festa móvel, sempre ocorre 50 dias após a páscoa.
Ainda é parte integrante da festa a realização do "Rabeia" manifestação cultural e folclórica, realizada 30 dias antes do evento, onde um enorme mastro percorre as ruas da cidade com a finalidade de que a bandeira do Divino seja hasteada em frente à Igreja Matriz.

Jarê

O jarê de Andaraí é, sem dúvida, um culto bastante fluido no qual novos elementos são continuamente acrescentados, muitas vezes ao sabor da criatividade do curador. A própria estrutura do culto revela essa dinamicidade. Para ser pai-de-santo não é necessário que o indivíduo possua um conhecimento esotérico transmitido por um determinado mestre. Seu conhecimento sagrado é dado por uma multiplicidade de experiências adquiridas ao longo da vida. Para a cosmologia local, ser curador é uma questão de aceitar um destino, um projeto definido como única condição para solucionar determinadas aflições impostas pelos caboclos.
O jarê não se constitui como um grupo que apresenta uma complexa organização interna. A distribuição de funções, direitos e deveres no terreiro é repartida entre poucos indivíduos. O curador e um auxiliar (chamado de ogan) assumem grande parte das atividades necessárias a manutenção do terreiro. Nesse aspecto, praticamente inexiste um processo de burocratização. O culto pressupõe uma ampla margem de liberdade de iniciativa e ação. Assim, nunca alcança o status de um grupo altamente institucionalizado, identificado pela força de seus códigos de conduta ou por uma estrutura rígida, estabilizada. Sua constituição só pode ser explicada pela incessante atividade de uma constelação de indivíduos que desenvolvem ações para fins comuns.
Longe de representar um estado de desagregação e individualização crescente, a fluidez das crenças e práticas do jarê, de fato, aponta para uma "abertura" do culto a experiência social específica de seus participantes.
 

Marujada

Trata-se de uma manifestação que retrata as grandes façanhas marítimas dos portugueses durante o Império de Portugal, quando a sua época dos grandes navegantes e desbravadores.Não se sabe ao certo como surgiu, porem sabe-se que é a dramatização das lutas trágicas das conquistas do mar vivido pelos portugueses.
É evidenciado a fusão de varias tradições Ibéricas,como a comemoração a vitória dos Cristãos sobre os Mouros invasores de Portugal,e também a comemoração da vitória do Catolicismo Romano sobre o Maometismo.

PERSONAGEM E VESTIMENTAS: Os personagens quase sempre são todos homens, muito raro uma mulher participar da Marujada,utilizam como vestimentas uniformes militares da Marinha,segundo o escalão militar.

Terno das Almas

O Terno das Almas é uma das mais importantes manifestações culturais do povoado de Igatu. Trata-se de um ritual que ocorre durante o período da quaresma (entre a quarta-feira de cinzas e a sexta-feira da paixão. Moradores locais saem às ruas e trilhas do povoado, à noite e envoltos em lençóis brancos, para entoar cânticos em louvor às almas.

Vale lembrar que na sede da Andaraí, também tem um Terno de Almas.

Andaraí Igatú


Ternos de Reis

Os Ternos de Reis é uma das manifestações culturais mais antigas da região, antigamente existiam varios grupos que saiam pelas casas visitando os presépios e levando suas cantorias, na atualidade, só restam dois, "Os três Reis Magos" do Mestre Egídeo e "O Terno do Grupo Santos Reis" de Seu Antônio Silva Santos